Com classificação à vista, desafio do Santa é não deixar rendimento cair

Mais da metade da Série C foi concluída e várias situações se desdobraram no Grupo A, desde a queda de produção do Ferroviário/CE ou ascensão do Remo – mas, entre as exceções constantes, uma se destaca: a campanha inabalável do Santa Cruz. O Tricolor praticamente não tropeçou na caminhada até a 11ª rodada e pode destrancar a primeira porta rumo à Segunda Divisão no próximo domingo (25), frente ao Botafogo/PB, em que mais três pontos garantem a classificação antecipada à última etapa em busca do objetivo.

Líder isolado da chave, o Santa apresenta números que corroboram com a posição: tem o melhor ataque (17), mais vitórias (7) e menos derrotas (1) ao lado do Vila Nova. O técnico Marcelo Martelotte assumiu o cargo na sexta rodada e, depois de algumas atuações oscilantes, entregou a eficiência ofensiva tão desejada, recuperou o equilíbrio da defesa e ainda não perdeu em sua quarta passagem no Arruda. É fundamental, no entanto, não perder a passada até mesmo quando assegurar a presença no G4, visando o regulamento da próxima fase.

A partir deste ano os quatros melhores posicionados dos Grupos A e B, ao invés de avançarem para as quartas de finais, irão compor dois novos quadrangulares (1A, 2B e 3A e 4B compõem uma chave e 1B, 2A e 3B 4A em outra). Neles, os dois primeiros carimbam o acesso e seguem para as semifinais. Portanto, caso começasse agora, o chaveamento iria reunir Santa Cruz, Ypiranga, Remo e Criciúma, evitando, assim, o forte concorrente Brusque, líder do Grupo B com ampla vantagem para o 2º colocado (oito pontos) e difícil de ser batido.

“A gente se cobra muito internamente. Sabemos que o nosso maior objetivo é o acesso e não podemos esmorecer e deixar a equipe cair. Temos que manter a equipe na ponta da tabela, já que conquistamos isso dentro da competição, temos que permanecer em primeiro. Marcelo (Martelotte) tem cobrado muito isso para que a gente não fique na comodidade e sempre busque melhorar. A gente quer buscar essa evolução para chegar na segunda fase, no nosso melhor momento, e possa buscar esse acesso”, falou o zagueiro William Alves, à disposição do treinador depois de quase 30 dias no departamento médico.

O presidente Constantino Júnior reverberou as palavras do defensor. “Não pode relaxar. É uma competição de dois momentos, é importante que se entenda isso também. Primeiro, é ter entendimento da competição, tem que continuar trabalhando firme, focado no acesso. Claro, uma questão é dar opção, estrutura aos nossos atletas e para o departamento de futebol para que possa trabalhar com tranquilidade, bom ambiente nos treinamentos. Não podemos deixar a peteca cair. Os números são bons, e isso nos motiva a conseguir coisas ainda melhores. É importante que a gente não só chegue no topo, mas se mantenha no topo”.

Informações do Portal FolhaPE

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