Com 75% a menos da TV, Sport vê crise financeira crescer

Estádio da Ilha do Retiro (Foto: Kleyvson Santos/Arquivo Folha de Pernambuco)

A cada dia que passa o Sport vê a crise financeira na Ilha do Retiro aumentar e segue encontrando dificuldades para honrar seus compromissos. Desde a paralisação das atividades no futebol brasileiro, há pouco mais de um mês e meio, devido à pandemia do novo coronavírus, o Leão vem colecionando dívidas. Além de não conseguir negociar a redução salarial com o elenco, o clube sofre com salários atrasados, redução no quadro de sócios, teve divulgado um dos piores déficits dos últimos anos e, de quebra, viu cota televisiva ser reduzida em 75% pela Rede Globo.

A notícia da redução da cota paga pela emissora carioca deixou a cúpula de futebol leonina preocupada com os próximos meses do clube. Em entrevista à Folha de Pernambuco, nesta segunda-feira (4), o vice-presidente Carlos Frederico chegou a afirmar que o Leão está “no osso”, para exemplificar a atual situação da equipe da Praça da Bandeira, que a partir de agora passará a receber pouco mais de R$ 500 mil mensais da televisão. “Nossa vida já não estava fácil recebendo o valor integral. Já estamos sofrendo com a suspensão dos pagamentos feitos por patrocinadores, e a partir do momento que recebemos a notícia que passaremos a receber apenas 25% da TV… é complicado. Fica ainda mais difícil. Estamos apenas no osso”, falou o dirigente.

A folha salarial do Sport gira na casa dos R$ 2 milhões, e o clube vem tentando obter receitas para encher os cofres. Com o fracasso da campanha para atrair novos sócios, nas últimas semanas o departamento de marketing divulgou novidades. Da criação de máscaras personalizadas para uso dos torcedores no combate à Covid-19, até uma partida virtual entre o campeão brasileiro de 1987 e o da Copa do Brasil de 2008, o Rubro-negro vem se virando para melhorar as finanças. No jogo online, a intenção é arrecadar receitas para pagar os atrasados dos funcionários, que no próximo dia 10 podem completar dois meses sem receber. No elenco profissional, a falta de compromisso com os vencimentos vem desde fevereiro. Até por isso, a negociação para reduzir o salário dos atletas em 25% está estagnada. Através do presidente Milton Bivar, o Leão vem tentando um empréstimo bancário para quitar uma parte dos débitos.

“O presidente vem tentando arrumar formas para quitar os atrasados, deixar as contas em dia. Há uns 20 dias que ele tenta arrumar um empréstimo, ou adiantamento de cota televisiva. Mas, além de não conseguir isso, ainda veio essa notícia da redução dos valores. Seguimos trabalhando para honrar os compromissos, mesmo diante das dificuldades”, explicou Carlos Frederico.

Do Portal FolhaPE

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