Polícia Federal investiga ato de vandalismo no Cruzeiro do Alto da Sé, em Olinda

Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal iniciou investigações com relação ao episódio envolvendo o Cruzeiro do Alto da Sé, em Olinda, neste fim de semana, que supostamente foi alvo de um ato de vandalismo. O caso é de competência da PF em razão do monumento ser tombado pelo patrimônio histórico que fica num dos principais pontos turísticos do Sítio Histórico de Olinda.

Ao tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Federal enviou uma equipe para o local com o objetivo de fazer uma perícia técnica no local do crime e pegar informações sobre o caso. Lá chegando, os policiais encontraram a cruz danificada e blocos de pedra no chão.

Policiais Militares integrantes da Companhia Independente de Apoio ao Turista(Ciatur) informaram que o responsável pela destruição foi detido e identificado por meio de câmeras de segurança, mas como estava ferido na perna e nos dedos do pé, e sem condições de se locomover por ter sido atingido por blocos de pedra da escultura foi levado às pressas até o Hospital Miguel Arraes, em Paulista/PE onde permanece custodiado e deverá se submeter a um procedimento cirúrgico.

A parte de restauração ficará a cargo da gestão municipal através da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda. Ainda não se sabe por qual motivo que levou o homem a destruir o cruzeiro do alto da Sé. Inquérito policial será instaurado e após receber alta do hospital ele deverá ser ouvido para prestar esclarecimentos sobre os fatos. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal porque o Sítio Histórico de Olinda é tombado, desde 1968, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial Cultural.

O crime está previsto na Lei de Crimes Ambientais – Lei 9.605/98 no artigo 165 por destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade em virtude de valor artístico, arqueológico ou histórico. A pena para esse tipo de crime pode chegar a 6 meses de detenção a dois anos de prisão, além de multa.

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