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Mesmo com jogador a mais, Santa não sai de empate: 2×2

Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Era uma partida para garantir os três pontos. Quem quer passar ileso ao rebaixamento, ao final das 38 rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro, não pode desperdiçar uma partida como a de ontem, no estádio do Arruda. Por todo o segundo tempo, os corais tiveram um jogador a mais, em relação ao Oeste. E, mesmo assim, apenas um ponto foi acumulado. Poderia ter sido pior, afinal os adversários paulistas chegaram a ter a vitória nas mãos, nas duas oportunidades em que teve a frente do placar. Com o empate em 2×2, os tricolores chegaram os 30 pontos e permanecem na 18ª colocação.

A necessidade pela vitória, para que a luta contra o rebaixamento permaneça possível, fez o Santa Cruz praticamente alugar o campo de defesa do Oeste, no início do jogo. Os corais terminaram o primeiro tempo com 62% de posse de bola, e 12 chutes em direção ao gol – sendo três na meta do goleiro Rodolfo. A presença ofensiva, no entanto, surtiu pouco efeito. Pior: foram os adversários paulistas que conseguiram abrir o marcador no Arruda. Fato que pesou negativamente até no desempenho tricolor, que entrou em parafuso após a desvantagem no placar.

As melhores oportunidades do Santa Cruz no jogo aconteceram em uma cobrança de falta de Anderson Salles, aos nove minutos, e aos 12, quando a zaga do Oeste falhou e a bola ficou viva na marca do pênalti. Grafite acabou caindo na disputa com Fabrício. Torcida e jogadores pediram pênalti, mas árbitro Elmo Alves Resende entendeu como lance normal. Pouco antes do gol paulista, os tricolores chegaram a balançar as redes. Aos 25 minutos, após cruzamento da direita, Grafite subiu com o braço e acertou a bola. Na sequência, Bueno concluiu para o gol, mas o jogo já estava parado.

Até que em um dos poucos ataques do Oeste no jogo, um pênalti foi marcado. William Cordeiro foi derrubado na área por João Paulo. Com frieza, o artilheiro da Série B, Mazinho, deslocou o goleiro Júlio César e só rolou para as redes. Aos 30 minutos, 1×0.

Logo na volta para o segundo tempo, uma luz apareceu para abrir o caminho do Santa Cruz em busca da vitória. Aos seis minutos, William Cordeiro segurou Bruno Paulo pela camisa e foi advertido com o cartão amarelo. Como já estava pendurado, levou o vermelho na sequência. Não demorou muito para o empate. Após ser derrubado na área, por Joilson, e a arbitragem marcar pênalti, Grafite foi para a cobrança e deu o empate ao Santa Cruz. Com a superioridade numérica, além de um ímpeto aflorado pelo gol conseguido, naturalmente a equipe se mandaria ao ataque. E ela não decepcionou.

O jogo parecia que ia se encaminhar para um ataque contra defesa, diante de tal cenário. Que nada! Aos 16 minutos, Mazinho avançou pela esquerda e, do bico da grande área, bateu firme, de curva, no cantinho esquerdo de Júlio César. Muito mais na base da força, que pela qualidade em campo, os corais conseguiram um empate salvador. Aos 34 minutos, após confusão na área, João Paulo dá de bico, com força, e coloca no cantinho esquerdo de Rodolfo. 2×2 e fim de papo no Arruda.

FICHA DE JOGO

SANTA CRUZ

Julio Cesar; Nininho, Guilherme Mattis, Salles e Yuri; Derley (André Luís), Wellington Cezar, João Paulo e Thiago Primão (Bruno Paulo); Grafite (Halef Pitbull) e Ricardo Bueno. Técnico: Marcelo Martelotte

OESTE

Rodolfo; Daniel Borges (Guilherme Romão), Joilson, André Vinícius e William Cordeiro; W. Matias (Daniel Gigante), Fabrício, Mazinho; Raphael Luz, Gabriel Vasconcellos e Robert. Técnico: Roberto Cavalo

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO).
Assistentes: Edson Antonio de Sousa e Hugo Savio Xavier Correa (ambos de GO)
Gols: Mazinho (aos 30 do 1ºT e aos 16 do 2ºT); Grafite (aos 10 do 2ºT). João Paulo (aos 34 do 2ºT)
Cartões amarelos: Thiago Primão, Bruno Paulo (Santa Cruz); William Cordeiro, Daniel Borges (Oeste)
Cartão vermelho: William Cordeiro (Oeste)
Público e renda: Não divulgados

 

Do Portal FolhaPE

 

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