Mostra Reverbo lança edição virtual gravada no São Luiz

A Mostra Reverbo, composta por cantores, compositores e instrumentistas de Pernambuco, nasceu de encontros físicos, táteis e carnais, baseados em trocas afetivas e sonoras. Foram encontros em apartamentos, varandas e casas que criaram um enlace entre artistas de diversas regiões do estado, convergindo sempre num mesmo propósito: a música autoral. Encontros que cessaram com a pandemia. Neste sábado (6), a partir das 16h, a Reverbo divulga no YouTube a sua primeira apresentação desde o impedimento dos shows. O vídeo da apresentação, que teve apoio da Aldir Blanc, foi gravado no Cinema São Luiz e contou com performances de 26 cantautores. Muitos deles apresentam canções criadas durante o período da pandemia.

Foto: Carol Melo/Divulgação

Mais da metade dos artistas participantes são do interior de Pernambuco, embora a organização tenha guardado a lista completa para o momento da divulgação do show. Entre os nomes do interior, estão PC Silva, Lucas Torres, Gabi da Pele Preta, Alexandre Revoredo, Jean Ramos, Camila Yasmini, entre outros. Com uma proposta de voz e violão, a Mostra tem direção musical de Juliano Holanda e direção audiovisual de Mery Lemos, idealizadores da iniciativa, que encabeçam a iniciativa de levar a música para espaços e imóveis marcantes da cultura pernambucana – edições já foram realizadas no Hermilo Borba Filho e na Torre Malakoff, ambos no Bairro do Recife.

“Será uma experiência de levar a música para um espaço de cinema, mas que, ao mesmo tempo, é também um templo sagrado para a cultura como um todo”, explica Mery, sobre o equipamento cultural fundado em 1952, no coração do Recife. “Antes da pandemia, tudo era motivo para que a gente se encontrasse, até mudamos para um apartamento maior por conta disso. Quando surgiu a brecha da Aldir Blanc, pensamos em colocar esse projeto no cinema. Assim como o Teatro de Santa Isabel, esse espaço é um templo”.

O cantor e músico PC Silva, natural de Serra Talhada, explica que a pandemia fez com que a parte essencial da Reverbo entrasse em suspensão. “Tentamos fazer alguns trabalhos coletivos. O grupo da Reverbo hoje em dia funciona como um suporte emocional e depende dessa dinâmica emocional de cada um”, diz o artista.
“Essa foi mais uma mostra como as outras que fizemos. Logicamente sentimentos falta da plateia, dos aplausos, do público, que é parte integrante do projeto. Até dá para sentir a emoção de cada música, como o intérprete se posiciona. O vídeo se tornou uma grande colcha de retalhos, com canções que foram dedicadas para amigos e fãs. As canções tratam sobre essas temáticas, sobre suporte. É um caminho muito bonito. Dentro das limitações, como costumamos dizer, foi um belo exemplo de como a Reverbo pode construir emoções e suportes para as pessoas que também vão assistir”, finaliza Silva.
Informações do Portal Pernambuco.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

scroll to top