Santa deve definir redução salarial de elenco e comissão nesta sexta

Foto: Leo Malafaia/Folha de Pernambuco

Nesta sexta-feira (17), o Santa Cruz pode ter seu “Dia D”. Um “D” de definição com relação a uma provável renegociação salarial. Por meio de videoconferência, atletas, comissão técnica e dirigentes vão se reunir para fechar um acordo sobre os vencimentos do mês de abril e, talvez, dos próximos dois meses, a depender do cenário da luta contra o novo coronavírus. Segundo o coordenador do Núcleo de Gestão do Santa, Ítalo Mendes, o clube estuda a ideia de reduzir os salários em até metade do valor, diminuindo o impacto financeiro no Tricolor na paralisação de jogos provocada pela pandemia da Covid-19.

“A proposta do Santa vai ser realmente fazer um meio termo, dentro de um percentual que possa aderir à MP (Medida Provisória). A ideia é que fique algo entre 30% a 50%. Esse seria o ideal. Tem que ver como vai ficar bom para as duas partes. O ideal é a gente definir isso até amanhã (sexta). Vamos fazer uma reunião online com os principais líderes dos atletas, com o presidente e os diretores para podermos chegar a um consenso de quanto vai ser a redução, que vai ter que ter e não tem como fugir. O momento é delicado para todo mundo”, afirmou Mendes. 

Caso o clube entre em comum acordo com atletas e comissão técnica pela redução de 50%, por exemplo, a carga horária de trabalho diminui proporcionalmente, explicou o gestor. O mesmo acontece caso a redução salarial seja de 30%. A Medida Provisória 936, emitida pelo Governo Federal junto ao Programa Emergencial, prevê que a redução salarial deve ter prazo de até três meses (90 dias), com possibilidade de extensão, caso a pandemia não seja controlada durante este período. 

Os demais empregados do Santa Cruz já estão convivendo com as novas diretrizes do clube após a paralisação dos jogos e a redução no orçamento. “A MP (Medida Provisória) 936 permite fazer a suspensão de contrato ou redução do salário e jornada. Você pode reduzir 25%, 50% ou 70%. Todas as atividades paradas 100%, como cozinha, lavanderia, com os empregados em casa, terão contratos suspensos, com o governo dando o subsídio, pagando com base na regra do seguro-desemprego. Com relação às outras áreas, com os funcionários que ainda precisam de alguma forma trabalhar, nós estamos fazendo redução de 50% de jornada e salário. Pessoas da arrecadação, por exemplo, estão assim já, trabalhando quatro horas por dia”, detalhou.

O Santa Cruz tem tentado, via Justiça, liberar receitas bloqueadas por conta de dívidas trabalhistas, almejando utilizar o dinheiro para pagar os salários de março. Algumas empresas que patrocinam o clube reduziram por três meses (abril até junho) o repasse das verbas, pagando apenas 50% do valor acordado. Além disso, o Tricolor não foi pago de forma integral (R$ 1,7 milhão) pela participação na Copa do Nordeste tendo a última parcela da cota de participação na primeira fase sido reduzida em 50%. Já a arrecadação coral caiu em 40% pós-paralisação. 

Em contrapartida, o Santa Cruz foi recentemente beneficiado com a quantia de R$ 200 mil vinda da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), paga também para os demais representantes da Série C e integrantes da Série D.

Do Portal FolhaPE

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