Mulher é presa por tentar extorquir R$ 200 mil da família para viver com amante

Delegado Ramon Teixeira, do GOE – Foto: Arthur Mota/FolhaPE

A Polícia Civil de Pernambuco, através do Grupo de Operações Especiais (GOE), vai indiciar uma mulher por tentar extorquir a própria família para viver com um amante. Agueda Suzana Alves, de 50 anos, saiu de Caruaru, no Agreste, e foi para o Rio de Janeiro encontrar o namorado que conheceu por meio das redes sociais. De lá, segundo as investigações, o casal enviou mensagens para a família dela afirmando que a mulher teria sido sequestrada e pedindo R$ 200 mil pela falsa libertação.

Como o dinheiro não foi depositado, Agueda retornou para o Recife onde foi presa ainda no aeroporto. Ela vai responder por extorsão, mediante sequestro. De acordo com o delegado, Guilherme Caraciolo, a hipótese de que o sequestro seria uma farsa surgiu quando os policiais descobriram que Agueda, que é enfermeira, havia viajado para o Rio de Janeiro e comprado passagens de volta para Pernambuco. “Ela disse para a família que vinha ao Recife resolver problemas, mas viajou para o Rio no dia 15 de março. Descobrimos que ela também comprou passagens de volta para o dia 24 e ficamos monitorando”, explicou.

Nas imagens do circuito interno do aeroporto, a mulher aparenta total tranquilidade, sem nenhum sinal de que estava sendo sequestrada. Depois do Recife, Agueda seguiu para a cidade de Saquarema, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, onde ficou com o amante, que não teve a identidade revelada. Segundo Caraciolo, a partir do dia 19, o esposo e a mãe de Agueda receberam mensagens no WhatsApp. O falso sequestrador pedia R$ 200 mil pela vida da enfermeira. Nas mensagens, além do valor do resgate, os familiares foram ameaçados de que a mulher seria morta e até mesmo uma foto da loira foi utilizada para tentar dar maior veracidade à farsa.

“Quando desembarcou no Recife, ela ligou para o marido dizendo que havia fugido do cativeiro. Neste momento, ela foi presa pelos policiais que estavam no aeroporto e confessou na sede do GOE que pretendia fazer vida nova no Rio de Janeiro”, disse o delegado Ramon Teixeira.

Ainda segundo a PC, o amante de Agueda e outras pessoas também podem ser indiciadas até o fim do inquérito. “Lá no Rio, ela ficou numa casa dos familiares do amante e a foto que foi enviada para a família como se ela estivesse rendida foi tirada por outra pessoa”, detalha Guilherme Caraciolo. O inquérito deve ser remetido para a justiça até a próxima sexta-feira. Agueda está presa na Colônia Penal Feminina do Bom Pastor e responderá por extorsão, mediante sequestro.

Fonte: FolhaPE

 

 

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