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“Eu odiava meu pai”, afirma Joelma em entrevista no Recife

Foto: Gustavo Gloria/FolhaPE

Joelma está no Recife para apresentar a sua nova turnê. A cantora faz show completo nesta sexta-feira (9), no Clube Metrópole. Na tarde desta quinta-feira (8), Joelma concedeu entrevista e falou sobre vários assuntos, incluindo a relação com o seu pai e sobre sua nova parceria com Marília Mendonça. Confira o bate-papo com ela:

O clipe lançado com Marília Mendonça é uma forma de desabafar?

Não procurei esta música, ela que me achou. Não sei se é para desabafar, mas ela me fez muito bem.

Como você vê essa junção do seu ritmo com o sertanejo de Marília Mendonça?

Eu já gravo este ritmo há muitos anos, antes mesmo dele surgir no sertanejo. Então foi uma mistura do que eu já fazia antes. A única diferença que eu coloquei nesta música foi um pouco de sanfona para misturar com o sertanejo, e só. Continua sendo a ‘batchatcha’ que eu fazia lá trás.

Com a carreira solo, você sentiu que os seus fãs mudaram também? Continuou o mesmo carinho ou até mais?

Mais (carinho). Acho que veio uma firmeza. Naquela hora eles carimbaram e afirmaram: “Eu te amo e estou com você, aconteça o que acontecer”. Foi muito bom.

Você não esteve no Galo da Madrugada este ano. Sentiu saudades?

Eu precisava descansar. Estava trabalhando demais. E aí eu disse: “Não, preciso descansar este ano. Preciso colocar minha cabeça no lugar já que tem tanta coisa aí para fazer”. E deu certo.

Na sexta você faz um show em uma boate LGBT do Recife. Em 2013 você se envolveu em uma polêmica com este público. Hoje em dia, você mudou o seu pensamento?

Meu melhor amigo é gay. É com ele que eu falo sobre todas as coisas. Eu sou evangélica e todo mundo sabe disso. Mas isto não interfere em nada, você tem que respeitar e amar o seu próximo. Agora sua relação com Deus é cada um e ninguém tem que se meter. É ligação direta. Eu não me considero uma pessoa cristã que agride as pessoas com palavras e preconceito. Isso não.

A música passa uma mensagem sobre a violência contra a mulher. Qual a sua opinião sobre o que deve ser feito a respeito?

Vai de cada pessoa. No caso da minha mãe, ele (o pai) foi embora e eu, quando criança, disse que foi a única coisa boa que ele fez. Eu tinha oito anos de idade e até hoje não o vi. Só falei por telefone. Antes de gravar meu novo DVD, eu liguei para ele. Eu odiava meu pai. Ele só plantou coisas ruins dentro de mim. Mas eu aprendi que guardar coisas ruins dentro de você, impede você de ser feliz. Então hoje eu perdoo 70 x 7, se for preciso, por dia. É uma escolha. Fácil, não é. Mas eu escolho isso, porque eu quero ser feliz de verdade.

Como você se sente de ter superado isto?

Eu me senti muito bem depois disto. Me senti muito leve. Já consigo falar com meu pai normalmente. A gente precisa insistir e persistir o bem sempre.

Como é sua relação com os fãs recifenses?

É bem legal. Eu só não sou muito adepta a internet, sabe? A internet não gosta muito de mim. Eu tenho que aprender a me apaixonar por ela. Eu gosto mais do corpo a corpo, de conversar. A relação mais forte é entre um show e outro. Depois do show eu distribuo 100 pulseiras e a gente fica ali tirando foto, jogando conversa fora, puxando orelha um do outro. É bem legal mesmo.

 

Do Portal FolhaPE/Roberta Jungmann

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