Duas pessoas morrem em deslizamento de barreira em Dois Unidos – Rádio Liberdade
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Duas pessoas morrem em deslizamento de barreira em Dois Unidos

Barreira deslizou em Dois Unidos (Foto: Anderson Stevens/FolhaPE)

Duas pessoas morreram em um deslizamento de barreira no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, no final da manhã desta quarta-feira (31). Mirian Pereira dos Santos, 37 anos, e o sobrinho dela, Deivid Pereira de Oliveira, 14 anos, ainda chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Com esta ocorrência na capital, aumentou para cinco o número de pessoas que morreram por conta das chuvas que caem em Pernambuco desde o último fim de semana. Outras duas mortes ocorreram em Lagoa dos Gatos e uma Caruaru, ambos no Agreste.

Miriam e Deivid estavam nos fundos de uma casa, localizada na rua Leôncio Rodrigues, próximo ao Terminal José Amarino dos Reis, quando a barreira deslizou, por volta das 11h. A terra atingiu três casas conjugadas, onde moravam 14 pessoas da mesma família.

No momento da tragédia, estavam em casa um casal de idosos e sua filha, com síndrome de Down, a família de David – os pais e quatro irmãos, e a família de Miriam – filha e cunhada.

Miriam foi socorrida para a UPA de Nova Descoberta e Deivid, encaminhado para o Hospital da Restauração. Ambos morreram nas unidades. A filha de Mirian, 9 anos, ficou ferida e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi levada para uma unidade de saúde.

De acordo com Elaine Holanda, gerente de engenharia da Defesa Civil, ainda não se sabe o que teria causado o deslizamento na área, que era monitorada e coberta por lonas. Segundo a Defesa Civil do Recife, um laudo deve ficar pronto em até cinco dias.

José Nascimento, vizinho das vitimas, foi um dos primeiros a chegar. “Eu ajudei a tirar todo mundo da lama e o resto da família de dentro de casa”, conta. Segundo ele, Deivid estava no quintal, limpando mato, enquanto Miriam foi encontrada na cozinha.

“Plástico não sustenta barro, não”, afirma Jessé Pereira de Mendonça, tio das vítimas. “Tinha lona aí, mas eu não vou dizer que estava segura. Eu via a água escorrendo por baixo da lona, e agora aconteceu isso”, relembra.

Julio Silva, marido de Miriam, estava no trabalho quando a tragédia aconteceu. Segundo ele, a prefeitura tem participação no deslizamento, uma vez que estava construindo uma escada dentro do terreno, o que pode ter afetado a estabilidade da barreira. “Disseram que fariam um muro de contenção, mas a obra parou no meio. Desde domingo eu olhava pra barreira e me preocupava com minha família aqui em baixo”, conta. “A comunidade está aqui com tudo se acabando debaixo de água e de muro.”

Fonte: FolhaPE

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