Doutor, qual o remédio para coração partido? – Rádio Liberdade
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Doutor, qual o remédio para coração partido?

No romance “Quando a Gente Acontece”, jovem autora cearense, Belle Leal, apresenta uma narrativa carregada de sentimentos e aprendizados sobre a vida

A leitura de um testamento, mágoas antigas que ressurgem, novas dúvidas, sonhos almejados e a chama de uma paixão que nunca se apagou. Esses são os pontos de partida de uma história intrigante e arrebatadora. Sophie, uma mulher de 26 anos, se sente (quase) satisfeita com tudo que já conquistou, é uma cirurgiã de sucesso e trabalha no melhor hospital de São Paulo. Após a perda do seu padrinho, a jovem se vê presa à uma grande decisão que não cabe só a ela.

A obra Quando a Gente Acontece, da estudante e escritora cearense Belle Leal e publicado pela editora Pandorga, envolve os leitores em uma história de amadurecimento e transformação, onde as decisões que o destino impõe alteram para sempre a trajetória das personagens.

Mesmo após tantas conquistas, o coração da protagonista continua inquieto e ela não entende o porquê. A jovem tem um relacionamento com o homem perfeito. Roberto é forte, alto, bonitão e a trata como uma princesa. Ele é realmente o namorado dos sonhos de qualquer mulher… Mas Sophie não é qualquer uma. A moça sabe que ele jamais será o amor que ela sempre sonhou e desejou por tanto tempo.

Talvez sua frustação amorosa tenha um enorme motivo, com nome e sobrenome. A brilhante médica sempre foi apaixonada pelo seu melhor amigo, Alexander Dantas Ferraz, que coincidentemente é filho dos melhores amigos de seus pais. Ter nutrido essa paixão foi o pior erro que ela pôde cometer… Desde que seus sentimentos a destruíram, ambos passaram a trocar farpas e a manter uma rivalidade por pura implicância.

Como se sua vida já não estivesse bagunçada o suficiente, ela vira de cabeça para baixo após a morte do seu padrinho Haroldo e com a tão esperada leitura de seu testamento. A jovem só receberia sua herança quando se casasse, como se não bastasse isso, seu pretendente teria que ser Alexander, aquele que foi o seu primeiro amor e roubou o seu coração, partindo-o anos atrás.

“A verdade é que a vida não é uma história de ficção. A vida só acontece. De jeitos inesperados e estranhos. Algumas vezes, até mesmos ruins. Sem finais felizes […] Não sabia se valia a pena me machucar tanto por algo assim. Vale a pena arriscar ser infeliz para ter algo tão desejado em troca?” – Quando a Gente Acontece, pág. 32.

Entre um turbilhão de sentimentos, mágoas e desejos adormecidos, tudo pode acontecer em um piscar de olhos. Sophie conseguirá suportar tudo isso para ter o que deseja? Assim como Alexander, em meio a tantas dúvidas e conflitos internos, ela se rende às inúmeras surpresas que a vida oferece e à paixão avassaladora que nunca deixou de existir.

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