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Após mais de 7 horas, Senado aprova reforma trabalhista

Foto: Reprodução/Globo News

Por 50 votos a 26, o Senado aprovou a reforma trabalhista, proposta do governo que altera a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) em mais de cem pontos. O projeto segue para a sanção do presidente Michel Temer.

A votação ocorreu após a sessão, iniciada no fim da manhã, ter sido interrompida por mais de sete horas por um grupo de senadoras da oposição que ocupou a mesa diretora a fim de pleitear modificações no texto. Sem acesso a seu lugar, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), apagou as luzes.

As senadoras permaneceram na mesa, onde chegaram a comer quentinhas. “É a desmoralização da Casa”, afirmou Eunício. Elas deixaram a mesa após avaliarem que o “gesto político” teve efeito, disse Fátima Bezerra (PT-RN).

A reforma trabalhista é uma das prioridades legislativas do presidente, que enfrenta grave crise política. Ela é defendida por empresários e contestada por partidos de esquerda e sindicatos de trabalhadores.

Após a aprovação, Temer agradeceu à base aliada e disse que as mudanças vão ajudar a gerar empregos. As alterações incluem a prevalência, em alguns casos, de acordos entre patrões e empregados sobre a lei, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical e o parcelamento das férias, entre outros pontos.

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